1. IDENTIFICAÇÃO DE POSSÍVEIS DOADORES

O processo de doação de órgãos e tecidos post mortem tem início na identificação de possíveis doadores. Uma vez identificada a causa do coma e verificado grau 3 na Escala de Glasgow (níveis mínimos de resposta verbal, motora e ocular), tem início o procedimento de verificação de morte encefálica. Neste momento, a família do paciente deve ser informada deste procedimento.

O protocolo de morte consiste de dois exames clínicos, com intervalo entre 6 e 48 horas (dependendo da faixa etária do paciente), para identificação de coma aperceptivo com ausência de atividade motora supra-espinal e apnéia, além de outros exames complementares. Estes exames devem ser conduzidos por dois médicos, ambos independentes das equipes de remoção e transplante, sendo ao menos um deles um neurologista.

Documentos: Declaração de Morte Encefálica (download arquivo DOC) / Declaração de Anencefalia (download arquivo DOC); Laudos dos exames de comprovação de morte encefálica ou anencefalia.

2. FAMÍLIA DO DOADOR AUTORIZA O TRANSPLANTE

A autorização familiar para o transplante deve ser dada por cônjuge ou parente até o 2º grau com a presença de duas testemunhas ou, se o doador for juridicamente incapaz, por ambos os pais ou responsáveis legaisA autorização familiar para o transplante deve ser dada por cônjuge ou parente até o 2º grau com a presença de duas testemunhas ou, se o doador for juridicamente incapaz, por ambos os pais ou responsáveis legais.

Os critérios para caracterização de morte encefálica foram definidos pelo Conselho Federal de Medicina em sua Resolução 1.480/97, conforme determinado pela Lei 9.434/97.

Documentos: Termo de autorização da doação (download da Declaração de Doação para bebês anencéfalos); Documentos de identificação do doador

3. MÉDICOS ANALISAM ÓRGÃOS E TECIDOS DO DOADOR

Constatada a morte encefálica, a equipe médica deverá analisar a viabilidade da doação de órgãos e tecidos. Esta avaliação deve descartar quaisquer possibilidades de existência de doença transmissível, bem como avaliar se os órgãos e tecidos a serem transplantados encontram-se morfológica e funcionalmente aptos ao transplante.

Os laudos dos exames de verificação de viabilidade dos órgãos e tecidos devem ser guardados em prontuário juntamente com os documentos de identificação do doador, os laudos dos exames de comprovação de morte encefálica, o termo de autorização de doação e o relatório cirúrgico..

Documentos: “Laudos dos exames de verificação de viabilidade dos órgãos e tecidos”

4. MÉDICOS INFORMAM RESULTADO À CNCDO

Os médicos entram em contato com a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO) responsável pela região para informar quais são os órgãos e tecidos do doador que podem ser doados.

5. CNCDO IDENTIFICA POTENCIAIS RECEPTORES

A CNCDO identifica se há receptores em potencial na sua região. Caso haja, a família é contatada para encaminhamento dos órgãos. Caso contrário, a CNCDO entra em contato com a Central Nacional, que identificará em que região encontra-se um possível doador. Em seguida, a CNCDO da região se responsabiliza para mobilizar a família receptora para encaminhamento dos órgãos. Os órgãos e tecidos do corpo humano resistem de forma diferente após a morte cerebral do doador, conforme a tabela resumida abaixo:

 Órgão  Isquemia Fria 
 Coração
 Pulmão
 Intestino
 Fígado
 Globo ocular     
 Pâncreas
 Rim
 Córnea
até 06 horas
até 06 horas
até 12 horas
até 18 horas
até 24 horas
até 24 horas
até 36 horas
até 07 dias

6. RECEPTOR RECEBE OS ÓRGÃOS

Antes do transplante para o receptor o procedimento precisa se expressamente autorizado pelo receptor ou, se suas condições de saúde não o permitirem ou se ele for juridicamente incapaz, por um dos pais ou responsável legal. Na ausência destes um médico poderá autorizar o procedimento, caso não exista possibilidade de manter o receptor vivo por outro meio. Junto ao termo de autorização, devem ser guardados os laudos dos exames de compatibilidade com o doador.

Documentos: Autorização do receptor; Laudos dos exames de compatibilidade com o doador

 

Observação: Os documentos citados acima são necessários mas não são todos os suficientes para o andamento do processo. Mais detalhes sobre este documentos, assim como portarias e outros conceitos médicos, podem ser encontrados em www.adote.org.br

 

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